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O prazer e a surpresa de experimentar na fotografia: Fotografia com o celular
A fotografia, assim como qualquer expressão artística, mexe com nossa subjetividade. Quem se envolve com ela sempre atribui uma grande carga de paixão, que muitas vezes nos impulsiona a desbravar novas terras, mas que também pode nos vendar! Provavelmente vocês já participaram, leram, viram em algum lugar discussões sobre o futuro da fotografia com o desenvolvimento da tecnologia, especificamente com o avanço da qualidade das imagens produzidas pelos celulares.
Vemos um crescimento da utilização dos celulares para fotografia: ofertas de cursos de fotografia mobile, ensaios completos para grandes marcas, até casamentos tem sido fotografados com eles. No Instagram, basta uma breve busca para acharmos perfis com fotos feitas exclusivamente com celulares com uma qualidade absurda e com seguidores de todos os lugares do mundo. E como uma apaixonada pela fotografia eu acho isso muito bom!
Há quem pense em substituição da câmera fotográfica pelo celular, eu particularmente acredito em uma complementariedade. E pensando nisso, me atrevi a experimentar a “fotografia mobile” e recentemente fiz um curso. Sim, me inscrevi e fui ver qual é. A experimentação é regra primeira de quem deseja superar seus próprios limites e enxergar novas possibilidades.
O curso foi um dia inteiro e pra minha surpresa foi ótimo, aprendi coisas novas, me surpreendi, saí da minha paralisante zona de conforto e o resultado? Fotos que me agradaram e me abriram possibilidades e até ideias para novos projetos.
Compartilho algumas das fotos feitas na aula prática do curso:
Experimentar pelo simples prazer de tentar algo novo, sem compromisso diretamente com resultados, pelo processo criativo em si – foi com esse pensamento que cheguei ao curso e sai com uma bagagem nova. Se pudesse sinalizar o que mais significativo ficou, destacaria:
– Calma -> “Ver não é suficiente. Você tem que sentir o que você fotografa” – Andre Kertesz. Só a calma pode deixar vocês num estado de contemplação onde tenha condições reais de sentir.
– Observação-> “Para mim, a fotografia é uma arte de observação. É sobre encontrar algo interessante em um lugar comum… Eu acho que isso tem pouco a ver com as coisas que você vê e tudo a ver com a maneira como você as vê” – Elliott Erwitt. A observação é um filtro natural para que vocês possam escolher o que fica e o que não é necessário ficar no frame.
Se permita experimentar e descobrir o prazer de se surpreender!
Se ainda não conhecem, sugiro o perfil no Instagram do brasileiro César Ovale, mais conhecido como Cesinha, de repente ele pode te motivar a sair por ai com o celular na mão (para fotografar e redescobrir sua cidade!)